O “Dia de Reis” é uma das festas tradicionais mais singelas celebrada em todo o mundo católico.

Neste dia se comemora a visita de um grupo de reis magos (Mt 2 1 -12), vindos do Oriente, para adorar a “Epifania do Senhor”. Ou seja, o nascimento de Jesus, o Filho por Deus enviado, para a salvação da humanidade.

Esses soberanos corretos, esperavam pelo Salvador, expectativa já presente mesmo entre os pagãos. Deus os recompensou pela retidão com a maravilhosa estrela, reconhecida pela sabedoria de suas mentes como o sinal a ser seguido, para orientação dos seus passos até onde se achava o Menino Deus.

Foram eles que mostraram ao mundo o cumprimento da profecia de séculos, chegando no palácio do rei Herodes, de surpresa e perguntando “pelo Messias, o recém-nascido rei dos judeus”. Nesta época aquele tirano reprimia a população pelo medo, com ira sanguinária. Mas os magos não o temeram, prosseguiram sua busca e encontraram o Menino Deus.

A Bíblia diz que os magos chegaram à casa e viram o Menino com sua Mãe. Isto porque José já tinha providenciado uma moradia muito pobre, mas mais apropriada, do que a gruta de Belém onde Jesus nascera. Alí, os reis magos, depois de adorar o Messias, entregaram os presentes: ouro, incenso e mirra. O ouro, significa a realeza de Jesus; o incenso, sua essência divina e a mirra, sua essência humana. Prestada a homenagem, voltaram para suas nações, evitando novo contato com Herodes, como lhes indicou o anjo do Senhor.

A tradição dos primeiros séculos, seguindo a verdade da fé, evidenciou que eram três os reis magos: Melquior, Gaspar e Baltazar. Até o ano 474 seus restos estiveram sepultados em Constantinopla, a capital cristã mais importante do Oriente, depois foram trasladados para a catedral de Milão, na Itália. Em 1164 foram transferidas para a cidade de Colônia, na Alemanha, onde foi erguida a belíssima Catedral dos Reis Magos, que os guarda até hoje.

No século XII, com muita inspiração, São Beda, venerável doutor da Igreja, guiado por uma inspiração, descreveu o rosto dos três reis magos, assim: “O primeiro, diz, foi Melquior, velho, circunspecto, de barba e cabelos longos e grisalhos… O segundo tinha por nome Gaspar e era jovem, imberbe e louro… O terceiro, preto e totalmente barbado chamava-se Baltazar (cfr. “A Palavra de Cristo”, IX, p. 195)”.

 

Locais Sagrdos – Belém

On 24/12/2011, in Festas Cristãs, Locais Sagrados, by Peregrino

“Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes…” (Mateus 2:1)

Tanto o Evangelho de Matheus quanto o de Lucas narram o Nascimento de Jesus em Belém. A cidade é administrada pela autoridade Palestina e ainda assim é um ponto importante de peregrinação. Hoje em dia, várias denominações cristãs, inclusive alguns grupos protestantes, mantêm instituições sociais e educacionais na cidade. A mais notável destas escolas é a Universidade de Belém, católica romana.

A Gruta da Natividade em Belém é reconhecida na história como local de nascimento de Jesus desde aproximadamente 160 d.C. , mas foi em 326 d.C. que Constantino mandou erguer uma igreja no local exatamente acima da gruta. A atual Basílica é a mais antiga igreja consagrada do mundo. Ela foi construída pelo imperador bizantino Justiniano (527-565), no lugar da basílica erigida anteriormente pelo imperador Constantino.

Desde dezembro de 1995, após a assinatura do Acordo Interino Israelense-Palestino, a Autoridade Palestina é responsável pelos assuntos civis, a segurança interna e a ordem pública em Belém. A população da cidade é de cerca de 50.000 habitantes, dos quais estima-se que 40% sejam cristãos.

 

8 de setembro é conhecido na tradição católica como o dia do nascimento da Virgem Maria. Enquanto os evangelhos canônicos são silenciosos sobre suas origens, sabemos que seus pais eram Joaquim e Ana. As primeiras tradições cristãs localizam o lar de Joaquim e Ana perto do tanque duplo que era um centro de cura popular – o Tanque de Betesda, que nós conhecemos do evangelho de João.

“Ora, existe em Jerusalém, perto da Porta das Ovelhas, uma piscina com cinco pórticos, chamada Bezata em hebraico. Muitos doentes, cegos, coxos e paralíticos ficavam ali deitados.” (João 5:2-3)

Foi lá que Jesus curou um paralítico. O significado duplo do lugar como o local de nascimento de Maria, e o local do milagre logo o tornaram um santuário cristão importante. Os bizantinos construíram uma grande basílica, Santa Maria Probática, sobre os tanques.! Danificada pelas invasões persas em 614, ela foi reconstruída e depois destruída pelos árabes em cerca de 1010. Os cruzados construíram um pequeno monastério sobre as ruínas, e em 1030 também construíram a basílica atual, uma grande igreja Romântica dedicada a Santa Ana, sobre as cavernas onde a memória do local de nascimento da Virgem foi guardada.

No final do período das cruzadas Santa Ana foi transformada em  uma escola de lei islâmica, e foi negligenciada sob o império otomano.  Em 1856 os otomanos ofereceram a basílica para a França, e ela foi confiada aos Missionários da África, ou Pais Brancos, que até hoje dão boas vindas aos peregrinos.

A Igreja de Santa Ana se localiza no início da Via Dolorosa no Bairro Muçulmano, logo dentro do Portão do Leão na entrada oriental da Cidade Velha. O complexo é um oásis de paz no meio do tumulto ruidoso dos mercados árabes.  A basílica é conhecida pela sua acústica extraordinária, e os visitantes são convidados a cantar os seus hinos de louvor a Deus antes de descerem para a cripta dedicada ao nascimento de Maria.  O sólido complexo de piscinas e ruínas das igrejas bizantinas e cruzadas ainda está bem preservado. Os visitantes podem descer na cisterna onde há restos de água, como uma memória, ou talvez um convite a todos os que ainda buscam a cura neste local importante na história da salvação.

Crux Sacra Sit Mihi Lux
Non Draco Sit Mihi Dux
Vade Retro Sátana Nunquam Suade Mihi Vana
Sunt Mala Quae Libas Ipse Venena Bibas

A Medalha de São Bento, onde está gravada esta famosa oração, é considerada um sacramental, quer dizer, um sinal poderoso de fé. Diz-se que o uso da medalha protege contra as artes do demônio e concede graças, como a vitória sobre os inimigos e, é claro, sobre a tentação. Na frente da medalha aparece uma cruz e as letras C S P B gravadas. Estas letras são abreviações da frase em latim: Cruz Sancti Patris Benedicti ou Cruz do Santo Pai Bento. Na haste vertical da cruz estão gravadas as letras: C S S M L que significam Crux Sacra Sit Mihi Lux ou A cruz sagrada seja minha luz. Na haste horizontal, as iniciais N D S M D: Non Draco Sit Mihi Dux ou Não seja o dragão (demônio) meu guia. No alto da cruz está gravada a palavra PAX ou Paz, que é o lema da Ordem de São Bento.

Procure, a partir da direita da palavra PAX, as iniciais: V R S N S M V que significam Vade Retro Sátana Nunquam Suade Mihi Vana ou Retira-te, satanás, nunca me aconselhes coisas vãs. E as letras S M Q L I V B: Sunt Mala Quae Libas Ipse Venena Bibas ou É mau o que me ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos. A imagem de São Bento aparece no verso da medalha. Ele segura na mão esquerda o livro da Regra que escreveu para os monges beneditinos. Na outra mão, ele segura a cruz. Ao redor da medalha, lê-se Eius in Obitu nro Praesentia Muniamur , que quer dizer: Que São Bento nos conforte na hora da nossa morte.

 

São Bento de Núrsia, o Patriarca dos Monges do Ocidente, nasceu por volta do ano 480 na província de Núrsia – Itália, era de uma família de alta nobreza e com uma sólida formação familiar cristã, mas renunciou os estudos superiores, escandalizado com a vida imoral que encontrou em Roma. Seu lema “ora et labora” (“reza e trabalha”), não perdeu ainda hoje a sua importância e eficácia como desafio e modelo de santidade perfeita. Durante a vida, construiu mosteiros, curou doentes, ressuscitou mortos, enfrentou tiranos e fundou a Ordem Beneditina. Iluminado por tantas graças, Bento tinha o Dom da profecia. Era sua capacidade de anunciar, com indiscutível precisão, acontecimentos futuros. A graça da compunção e o Dom das lágrimas fazia de bento um homem compassivo e profundamente orante. Como que associado ao Dom da profecia, as lágrimas lhe desciam os olhos diante das revelações que Deus o permitia receber. De sua morte, sabe-se que morreu consciente, pois sabia a hora de sua chamada e, inclusive seis dias antes, mandou preparar o seu túmulo. Doente e com o corpo abatido pelas severas penitências, dirigiu-se à Celebração Eucarística, comungou e, morreu de pé, sustentado por seus discípulos (isso por volta do ano 547). Mesmo depois de morto ainda realizou, por meio de seus filhos espirituais, uma obra civilizadora e evangelizadora colossal. O Papa Pio XII chamou-lhe, a justo título, Pai da Europa.

São Bento servia-se do sinal da cruz para fazer milagres e vencer as tentações. Daí, veio o costume muito antigo, de representá-lo com uma cruz na mão.

 


						
 

No ano 640, o País foi conquistado pelo Califa Muçulmano Omar, começando o período do domínio Muçulmano no País. Foi neste período muito importante, que as rotas de comunicação de toda a região foram abertas entre o Oriente e Ocidente: produtos, arte religiosa e cultural, e conhecimentos científicos começaram a chegar do Ocidente para a Europa enriquecendo mutuamente a ambos.

De acordo com as tradições Muçulmanas, o Profeta Maomé ascendeu aos Céus de Jerusalém e por isso ela é tida como a terceira cidade mais sagrada do Islã. Nos primeiros anos de domínio Árabe, foi permitido aos Cristãos entrar em Jerusalém, mas isso foi interrompido no século 11, induzindo o Papa Urbano II a chamar os cruzados para livrarem Jerusalém do domínio Muçulmano.

A primeira cruzada acabou, com a conquista de Jerusalém em 1099. Durante a era das Cruzadas, o País se tornou um dos mais importantes centros comerciais do mundo com rotas de comércio ligando a China, Índia, Madagascar e África ao mercado Europeu.

As cidades dos cruzados tornaram-se pontos de encontro para mercadores Muçulmanos e Armênios Cristãos e suas equivalências Européias. As ruínas dessas cidades dos Cruzados podem ser vistas em Acre (Akko), Cesareia, Jerusalém, Latrun e Kil’at Namroud.

A Era das Cruzadas não durou muito tempo. No ano de 1187, os exércitos cruzados foram derrotados por Saladin na batalha de Karnei Khitin (Hattin). Os cruzados, então, perderam sucessivas batalhas terminando com sua derrota para os Mamelucos na batalha do Acre, sua última fortaleza em 1291.

Desde o início da conquista dos Mamelucos, o País diminuiu em sua importância política e econômica. A conquista Otomana não acrescentou a sua grandeza. A Terra de Israel foi um atraso para o Império Otomano e com exceção de alguns peregrinos das três religiões monoteístas, o tráfego entre Oriente e Ocidente decaiu.

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No ano de 539 a.E.C, a Babilônia foi conquistada pelos Persas e foi permitido a tribo de Judá retornar a Jerusalém, que fazia parte do Império Persa. Jerusalém foi reconstruída das ruínas e o Segundo Templo foi erguido. No ano 333 a.E.C, o Império Persa, juntamente com a Terra de Israel, foi conquistado por Alexandre o Grande, e no ano 66 a.E.C foi conquistada pelo General Romano Pompeu.

Durante 200 anos o País foi regido por Reis Judeus como um Estado Romano Vassalo. Estes foram tempos problemáticos. No ano 70 da Era Comum o Templo foi destruído após uma rebelião dos Judeus e no ano 135 os Judeus foram enviados ao exílio após outra rebelião. Jerusalém foi destruída completamente e uma cidade Romana foi estabelecida em seu lugar.

Jesus nasceu quando o País estava sob domínio Romano, porém passariam 300 anos até que o Cristianismo fosse declarado pelo Imperador Constantino como Religião Oficial no Império Romano. Nesta época, a visão da Terra de Israel como Terra Santa se desenvolveu e então o País tornou-se o principal destino de peregrinos de diversas partes do mundo e um empreendimento gigantesco de construções de igrejas e monastérios foi iniciado.

Foi nessa época que partes da Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém e a Igreja da Natividade em Belém foram construídas. Restos das edificações desta época podem ser vistos em Ovdat, Cafarnaum (Kfar Nakhum), Khamat Gader e Latrun.

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As tribos de Canaã foram as primeiras a se instalarem em Israel, e foram seus habitantes principais até o segundo milênio antes da Era Comum. Nesses primeiros tempos a região já era um local de encontros de diferentes culturas; Egito ao Sul, Assíria, Mesopotâmia e Ásia Menor ao Norte.

Durante o segundo milênio antes da Era Comum, muitas tribos iniciaram uma invasão ao País, incluindo os Filisteus que vieram do Egeu e estabeleceram-se na Planície Costeira ao sul onde hoje é Tel Aviv, e os Hebreus que vieram da Mesopotâmia  e se estabeleceram nas colinas onde hoje é a Galiléia e Jerusalém.

Os Hebreus conhecidos como Filhos de Israel viveram em uma estrutura de 12 tribos que permaneceu unida pelo primeiro Rei de Israel, Saul até o final do segundo milênio a.E.C. Seu sucessor, David, expandiu as fronteiras do País e fez de Jerusalém, até então Cidade Jebuseia, sua capital.

Foi aqui que seu filho, o Rei Salomão construiu o Templo com a Arca Sagrada. Após a morte de Salomão, o reinado dividiu-se em dois, com 10 tribos ao norte estabelecendo o Reinado de Israel enquanto que as 2 outras tribos estabeleceram o Reinado de Judá nas colinas de Jerusalém.

No ano 721 a.E.C, o Reinado de Israel foi conquistado pelos Assírios, as 10 tribos foram enviadas ao exílio e são consideradas “perdidas” até os dias de hoje. O Reinado de Judá foi conquistado pelos Babilônios no ano 586 a.E.C, o Templo destruído e os Filhos de Israel foram ao primeiro exílio Babilônico.

Desde então as 10 Tribos do chamado Reino de Israel se perderam e os Judeus, como passaram a ser chamados por serem a maioria da Tribo de Judá, só retornariam a sua terra muitos anos depois.

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Israel – Passado e Presente

On 01/11/2011, in Lugares visitados, by Peregrino

Os viajantes a Israel caminham através da história: dos castelos das Cruzadas até os portos onde marinheiros, peregrinos e famosos viajantes passaram algum tempo e então seguiram em frente; de paisagens no deserto que serviam de lar para tribos nômades, exércitos meio esquecidos e mercadores em caravanas de camelos, até túmulos de xeiques com cúpulas esbranquiçadas, monastérios silenciosos e sinagogas antigas de mosaicos coloridos.

 

O Estado de Israel foi criado na terra que foi prometida ao Povo de Israel de acordo com a tradição Judaica. Foi onde Salomão construiu o Templo  dos Judeus, Jesus Cristão nasceu, e de onde Maomé ascendeu aos Céus. É o lugar de encontro de três continentes e dois mares, o País é um emaranhado de culturas, costumes e tradições, um País que foi o lar de muitos povos e várias religiões.

No cruzamento de antigas rotas de comércio, esta terra também viu ondas de exércitos conquistadores:  Cananeus, Hebreus, Babilônios, Persas, Gregos, Romanos, Árabes, Império Turco-Otomano e os Britânicos fizeram deste pequeno País tão desejado um campo de batalha onde lutaram por superioridade, construíram fortificações, castelos e palácios reais.

Descubra Israel e conheça o berço da sua história.

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“Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele.
Então abriu a boca e lhes ensinava, dizendo: Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!”
(Mateus 5,1-12)

De acordo com estudos da geografia do Monte das Bem-aventuranças, Jesus proferiu esse sermão de uma posição diferente da que ora ele é retratado. À beira do Mar da Galiléia e com uma inclinação típica dos montes da região, o Monte das Bem-aventuranças recebe uma brisa constante do lago Tiberíades que o percorre do sopé até o cume.

Este fenômeno, acreditam os especialistas, teria servido a Jesus como um ‘microfone natural’ distribuindo o seu sermão com bastante clareza à todos que estavam montanha acima.

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